HIPOCAMPO




O hipocampo é uma estrutura do cérebro encaixada profundamente no lóbulo temporal de cada córtex cerebral. É uma parte importante do sistema límbico, que possui além do hipocampo outras 2 estruturas associadas: as amidalas e os núcleos septais. Esse sistema é responsável pela motivação, emoção, aprendizado e memória.


O hipocampo tem formato curvado com secções coronais, possuindo uma forma que remete a um cavalo marinho, sendo esta semelhança a origem do seu nome: a junção das palavras gregas “hipo” para o cavalo e os “kampos” para o mar. Pode ser considerado o principal local de armazenamento temporário da memória, principalmente a memória a longo prazo. Ele é primordial para transformar a memória de curto prazo em memória de longo prazo. Quando uma pessoa sofre uma lesão no hipocampo, ela fica impossibilitada de criar novas memórias, passando a ter a impressão de estar num lugar desconhecido constantemente. Suas novas experiências não são armazenadas, mesmo que as lembranças mais longínquas estejam íntegras.



Pode-se perceber que o hipocampo é um caminho importante para que as lembranças antigas sejam armazenadas, contudo não é o lugar onde são guardadas. As lembranças são levadas para o hipocampo (memória temporária) e logo depois elas vão para a camada mais externa do cérebro(córtex) O hipocampo irá informar ao córtex cerebral da importância de se reforçar determinada informação, assim, consolidando a memória sobre algum evento.


Quando o hipocampo é deteriorado por falta de oxigênio infecção e outras disfunções, a pessoa irá ter amnesia não conseguirá mais guardar lembranças.

Para acontecer a formação de uma memória de longo prazo é necessário que ocorram diversos processos no hipocampo e em diversas partes do cérebro, e este processo demora em média seis ou mais horas. Pode-se observar este processo quando um indivíduo sofre algum tipo de trauma, onde ele esquece o que aconteceu minutos com ele antes do evento ocorrido. Com o tempo a pessoa pode recuperar a lembrança.



História na Mitologia Grega

Na mitologia grega, o Hipocampo servia de companhia e montaria às nereidas e de animal de tração ao carro de Poseidon. Foram criados por Poseidon a partir da espuma do mar, são animais com caudas de peixe brilhantes, semelhantes ao arco-íris e a parte frontal de seus corpos são de corcel branco.



Os Hipocampos são as montarias do exército de Poseidon. Em imagens helenísticas e romanas, no entanto, Poseidon muitas vezes leva uma carruagem marítima puxada por hipocampos.

Assim, hipocampos são associados com esse deus em ambas as representações antigas e as mais modernas, como nas águas do século XVIII na Fonte de Trevi em Roma.







Cavalo Marinho


Hippocampus é um gênero de peixes ósseos, que pertence à família Syngnathidae, de águas marinhas temperadas e tropicais que engloba as espécies conhecidas pelo nome comum de cavalo-marinho.

Os cavalos-marinhos caracterizam-se por terem uma cabeça alongada, com filamentos que lembram a crina de um cavalo, e por exibirem mimetismo semelhante ao do camaleão, podendo mudar de cor e mexer os olhos independentemente um do outro.

Nadam com o corpo na vertical, movimentando rapidamente as suas barbatanas, servindo-se da sua barbatana dorsal, que vibra rapidamente (até 35 vezes por segundo), embora este tipo de locomoção vertical o torne num nadador lento – pode demorar vários minutos a conseguir nadar um metro de distância. A sua capacidade de emergir ou mergulhar rapidamente, deve-se ao facto de possuir grandes bexigas de ar, dentro do corpo.


A principal peculiaridade é o formato do seu corpo, que parece ser o resultado de uma fusão de vários animais diferentes: uma cabeça semelhante à de de um cavalo, olhos que se movimentam como os dos camaleões, uma cauda parecida com a de um macaco e uma bolsa parecida com as bolsas marsupiais como a dos cangurus. Não menos estranho entre os peixes é a forma como se desloca, na vertical, e a reprodução onde é o macho quem “engravida” e fica responsável pela incubação dos ovos.

Tem o corpo coberto de placas ósseas, com anéis que embora sejam rijos, são também flexíveis.

Os olhos dos cavalos marinhos movem-se de forma independente um do outro, dando-lhe assim a possibilidade de um se concentrar na presa, e o outro no predador.


Para o Xamanismo é a medicina da suavidade. Evocar para fluir emoções, suavidade, elegância, leveza, brincadeiras, conquistas amorosas, danças. Ele nos dá outra lição valiosa que é a ideia de percepção. A forma do olho do cavalo-marinho, por exemplo, uma vez que são capazes de mover os seus olhos de forma independente. Podemos tomar isto como uma mensagem de que devemos estar cientes de tudo o que nos rodeia, das diferentes situações em que nos encontramos. Isto não significa que apenas olhemos em nosso redor com os olhos, no sentido físico, mas também no sentido espiritual, com o objetivo de obter uma perspetiva melhor das situações.  Característica essa que nos faz lembrar de uma das orientações da nossa Égregora: enxergar com os ouvidos e ouvir com os olhos. É a lição que nos ensina a estarmos perceptíveis aos sinais que nos são dados a todo tempo!



SIMBOLOGIA


Como já foi dito, os antigos gregos e romanos acreditavam que o cavalo-marinho era um atributo do deus do mar Neptuno/ Poseidon e, como tal, o cavalo-marinho era considerado um símbolo de força e poder. Além disso, os Europeus antigos acreditavam que o cavalo-marinho transportava as almas dos marinheiros mortos para o submundo - dando-lhes uma passagem segura e proteção até  reunir o destino da sua alma. A cultura chinesa acredita que o cavalo-marinho era um tipo de dragão do mar, e, como tal, foram reverenciados por sua potência e pensado para ser símbolo de boa sorte.


Entre tantos os significados ao relacionarmos com o HIPOCAMPO, podemos entender que a lição da percepção se encaixa justamente nessa estrutura cerebral responsável pela nossa memória. É fácil perceber que temos uma facilidade incrível para nos lembramos de fatos dolorosos, ao contrario do que acontece com situações corriqueiras. Pelo o que já nos foi apresentado, sabemos que vamos automaticamente acessando ao nosso passado. Ao associarmos a lição da percepção a memoria podemos compreender que se ao observamos as situações de outra forma podemos então guardar nossas memorias prazerosas a longo prazo e assim nos voltarmos a elas, saindo do automatismo do pessimismo e acessando esse grande poder que temos em nosso cérebro. Uma vez quebrando esses velhos hábitos, aproveito uma explicação da Vovó Maria Conga para elucidar este contexto, onde ao derrubarmos um copo no chão, temos duas formas de encarar a situação, ou damos uma importância desnecessária para a água que caiu e molhou o chão ou simplesmente limpamos e seguimos com nossos afazeres. O cavalo marinho nos mostra que elevando nossa percepção podemos esperar que as águas agitadas passem com perseverança e paciência, auxiliando o fluir das emoções, a quebra dos antigos hábitos e a visão expandida sobre qualquer situação que aconteça em nossas vidas.


Dobrador 421.

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